segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Parnahyba com apenas dez jogadores consegue empatar com Barra

Reduto do Parnahyba durante a campanha bicampeã estadual, o litoral não é mais certeza de três pontos certos. Por muito pouco, o Tubarão não saiu de casa com um tombo na quarta rodada do estadual e teve que se contentar com o empate em 1 a 1 com o Barras, na tarde deste domingo, no estádio Verdinho.
Ao longo dos 90 minutos, o time azulino só atuou nos últimos 15 deles. Nos outros, acompanhou o Barras com uma defesa firme e pronto para dar o bote. Osvaldo, logo aos quatro minutos do primeiro tempo, abriu o placar para o Leão. Com uma atuação apagada, com exceções de Fabinho e Luciano, o Parnahyba suou, suou e com um jogador a menos conseguiu o empate com Puchinha.
Com o empate, o Parnahyba chega aos cinco pontos e permanece na sexta colocação. Já o Barras perde a chance de assumir a liderança isolada, vai aos oito pontos, mas continua vice-líder, atrás do River-PI apenas por conta do saldo de gols.
E, em busca da liderança, o Barras volta a campo no próximo domingo (23). O Leão de Marathaoan recebe o Piauí no Estádio Juca Fortes, em Barras. Enquanto isso, o Parnahyba vai a Teresina, onde enfrenta o Flamengo-PI na segunda-feira (24), no Lindolfo Monteiro. Os dois jogos são válidos pela quinta rodada do Piauiense.
Obediência do Barras, sonolência do Tubarão
Não foi um primeiro tempo inspirado do time de Jorge Pinheiro. Pelo contrário, a lentidão na saída para o ataque e os constantes erros de passe irritavam, tanto que na metade da etapa inicial a torcida já gritava das arquibancadas: “Vergonha, time sem vergonha”. O coro era tímido, mas as chateações aumentavam com o andar do relógio. Edson Sá e Barata pouco, ou quase nada, apareceram.
Foi um primeiro tempo inspirado da equipe de Júlio Araújo. Certeiro e objetivo, o Leão de Marathaoan sabia o que fazer dentro do estádio Verdinho: segurar o ataque de Da Silva (o que não foi muito difícil) e de Fabinho (mais participativo), e contar com uma bola. O lance capital aconteceu aos quatro minutos. Em cobrança de escanteio pela esquerda de Emerson na primeira trave, Osvaldo tocou de cabeça e abriu o placar.
Com o objetivo, o Barras reduziu os espaços do Parnahyba. Todos os 10 jogadores atuavam dentro do próprio campo, fator que aumentava os erros do Tubarão. A bola perigosa do time azulino saiu apenas aos 33 minutos, quando Totonho arriscou o chute e o goleiro Ari segurou em dois lances. No mais, o Barras foi quem quase ampliou: Emerson, em um chute cruzado, e Índio passaram perto.
Pinheiro aposta, Parnahyba empata
Capela e Puchinha entraram no Tubarão, mas a receita de Júlio Araújo estava infalível. O jeito encontrado por Fabinho e o restante do elenco foi forçar faltas perto da área de Ari. Aos 14 minutos, em uma delas, o zagueiro Gilmar Bahia recebeu de Fabinho e acertou a trave.
Contra o relógio, Jorge Pinheiro apostou no jovem Leo, garoto da base azulina. O treinador sacou Edson Sá, que também não fez um bom segundo tempo. Com o volante Ramon expulso – após receber o segundo amarelo – o Parnahyba passou a correr ainda mais atrás da bola.
Mesmo com um a menos, o Tubarão buscou lá do fundo uma valentia não vista no restante de todo o jogo. Mérito para Puchinha, que entrou no lugar do atacante Da Silva. Aos 28 minutos, o jogador pegou uma sobra de bola – que ficou na entrada da área – e com raiva bateu estufou a rede de Ari.
O empate acordou o time e levou a torcida junto. O Barras – que esperava levar os três pontos para casa – foi ameaçado novamente por Puchinha, aos 35 minutos. Mas a reação do Parnahyba parou.
Josiel Martins/Globoesporte.com
Edição: Proparnaiba.com