sábado, 4 de fevereiro de 2017

Em sessão, Fátima Carmino defende que escolas da zona rural de Parnaíba não sejam fechadas

Durante sessão legislativa na noite da última sexta-feira (03/02), a vereadora Fátima Carmino (PT), disse que enviou ofício ao secretário de educação, pedindo informações sobre quais são as escolas da rede pública municipal que serão fechadas e quais as justificativas para o fechamento.
A parlamentar disse que foi procurada por moradores da comunidade Ininga, mas visitou outras duas escolas que entraram nessa proposta, entre elas, a da Baixa da Carnaúba e da Lagoa do Prado.

“A Escola Municipal Paulo Freire na Lagoa do Prado tem uma média de quarenta a setenta alunos. Você imagina uma escola em um assentamento ter uma média de estudantes e precisar agora ser transportada para outra escola que estava fechada porque não tinha alunos para funcionar?”, indagou a vereadora.
“Eu sou da educação e não concebo a educação como uma empresa que você olha os números e explora funcionários. Eu concebo educação com humanização, a educação ela é humana”.

Carmino seguiu dizendo que o campo tem sua peculiaridade, pois as escolas não são para um grande número de alunos e sim, para atender as necessidades de cada comunidade. “No caso da Ininga, os pais são trabalhadores dos Tabuleiros Litorâneos e a escola foi criada para este fim. E tem uma Lei 12.960, de 27 de março, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para fazer constar exigência de manifestação de órgão normativo, como os conselhos municipais de Educação, do sistema de ensino para o fechamento desse tipo de escola”.

O dispositivo legal é voltado para escolas do campo, comunidades indígenas e quilombolas, ou seja, áreas que não se enquadram nos critérios dos números. “A educação é para todos, e no país nós temos um déficit educacional muito grande”.

Outra coisa apontada pela parlamentar, é que as estradas vicinais são precárias e quando chove, a situação fica ainda pior. Então, segundo ela, é precisa olhar o custo benefício de transporte escolar para uma pequena população. “Como é que querem transportar um número de pessoas de uma comunidade para outra para atender uma liderança política agregada? Procurem melhores ideias, mas não transfiram crianças de três anos de idade”.

A vereadora ressaltou que foi primeiro onde foi convidada e depois como parlamentar buscou as outras comunidades. “Eu tenho que me preocupar é se eu tenho respostas para a população, porque como vereadora buscarei na última instância para os direitos de quem me colocou aqui sejam respeitados. Por isso, não vou admitir que a educação seja tratada com esse olhar”.

Tacyane Machado - Ascom
Jornalista - DRT 2112/PI