terça-feira, 20 de junho de 2017

As previsões de Ravengar e a politica parnaibana


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       Não tenho por costume tratar de assuntos de política em meus escritos, entretanto, diante da situação caótica na qual se encontra o cenário político brasileiro, não posso omitir-me de manifestar minha opinião. A Constituição brasileira no seu artigo 5º, inciso IV nos  permite a livre manifestação do pensamento que é um princípio basilar do Estado Democrático de Direito e essencial para o desenvolvimento da sociedade. É vedado, entretanto, o anonimato.    Além do mais, como cidadão brasileiro, eleitor, contribuinte e jornalista, ficar calado sobre o momento político atual seria contribuir ainda mais para que a corrupção e a bandidagem se fortalecessem em nosso país. Até porque, segundo a Bíblia, omissão é pecado. 

            É vergonhoso para nós brasileiros vermos diariamente as emissoras de rádio e Televisão do mundo inteiro noticiarem os escândalos nos quais  estão envolvidos políticos brasileiros. Raras são as exceções, mas quase todos os políticos deste país estão envolvidos nos escândalos de corrupção descobertos pela justiça com ajuda da Polícia Federal na chamada operação lava jatos que já botou muita gente importante na cadeia.
            Agora se não bastassem tantos escândalos, um vereador parnaibano afirma que foi peitado a vender seu voto para decisão da eleição de escolha do presidente da casa em janeiro passado, mas, segundo ele, recusou-se a receber o dinheiro, preferindo em vez da grana, agregar as pessoas que trabalharam com ele, na campanha de sua eleição, naturalmente. Essa declaração foi feita no plenário da Câmara Municipal na sessão de 07 de junho e ratificada em entrevista concedida ao repórter Kairo Amaral (TV Meio Norte) em 14.07.2016.  Na entrevista, cujo vídeo viralizou nas redes sociais, as palavras do vereador deixam claro, como ele mesmo afirma, que oferecer dinheiro para vereadores, eleitores etc... seria uma prática comum naquela casa.
                 Nessa sua declaração, o vereador Francisco da Paz (PRB) faz uma séria acusação aos seus pares, uma vez que não cita o nome de quem propôs a compra do seu voto. Também quando afirma “eu não quero dinheiro, eu quero agregar as pessoas que trabalharam comigo”, o edil demonstra desconhecer totalmente qual a verdadeira função de um vereador, legítimo representante político de uma população no âmbito municipal, com o poder de legislar, ou seja, fazer ou elaborar leis, formular, estabelecer leis, regras, princípios; também compete ao vereador a responsabilidade o de fiscalizar as ações do prefeito, além da primordial função que é representar que é representar os interesses da população perante o poder público e não proteger apenas grupos de amigos ou de pessoas que o ajudaram na campanha.
             Sob o meu ponto de vista foram graves, gravíssimas, as palavras do vereador da Paz. Vem então a pergunta que não quer calar: qual a posição da Câmara, da Presidência da Casa ou da Comissão de Ética sobre o assunto? Será que o edil em apreço não faltou com o famoso decoro parlamentar ?
              Pelo comportamento, pela lisura e pela autenticidade dos atuais legisladores do município, cuja preocupação maior tem sido o trabalho pelo engrandecimento da Parnaíba, acredito que uma resposta sobre o assunto será dada à população pois esta, assim espera.
            Tinha razão Cassiano Gabus (1927- 1993) Mendes autor da novela “Que Rei Sou Eu” levada ao ar pela Rede Globo de Televisão no ano de 1988 no horário das 19 horas quando o mestre Ravengar (1932-2015) interpretado por Antônio Abujamra sabatinava seu discípulo Lucien Élan protagonizado por Tato Gabus Mendes e fez uma previsão bombástica sobre o  futuro do nosso país chamado Brasil. Veja o vídeo e tire suas conclusões:
Texto de Antonio Gallas